Outubro, mês de conscientização missionária

Padre José Luiz Nascibem, vigário paroquial

Outubro é o mês missionário, trata-se de um período de conscientização, animação e cooperação missionária em todo o mundo. O objetivo é sensibilizar, despertar vocações missionárias e realizar a Coleta no Dia Mundial das Missões, penúltimo domingo de outubro, conforme instituído pelo papa Pio XI em 1926. “A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída”. Este é o tema escolhido pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) para a Campanha Missionária de 2017.

Tudo está em sintonia como os ensinamentos do papa Francisco quando afirma: “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontraram com Jesus” (EG 1). Essa alegria precisa ser anunciada pela Igreja que caminha unida, em todos os tempos e lugares, e em perspectiva ad gentes. Por isso, o lema: “Juntos na missão permanente”.

A cada ano o Papa envia para toda Igreja uma mensagem para este tempo. Este ano o Papa Francisco lembra-nos que: “A missão da Igreja é animada por uma espiritualidade de êxodo contínuo”. Trata-se de “sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho” (EG 20). Lembra-nos Francisco que a Igreja é, por sua natureza, missionária; se assim não for, deixa de ser a Igreja de Cristo, não passando duma associação entre muitas outras, que rapidamente veria exaurir-se a sua finalidade e desapareceria.

Lembra-nos a exortação que o mundo tem uma necessidade essencial do Evangelho de Jesus Cristo. Ele, através da Igreja, continua a sua missão de Bom Samaritano, curando as feridas sanguinolentas da humanidade, e a sua missão de Bom Pastor, buscando sem descanso quem se extraviou por veredas enviesadas e sem saída. Diante da necessidade do mundo a Igreja por meio da proclamação do Evangelho, Jesus torna-Se sem cessar nosso contemporâneo, consentindo à pessoa que O acolhe com fé e amor experimentar a força transformadora do seu Espírito de Ressuscitado que fecunda o ser humano e a criação, como faz a chuva com a terra.

Na sequência nos adverte que a missão da Igreja de que não é fim em si mesma, mas instrumento e mediação do Reino. Uma Igreja autorreferencial, que se compraza dos sucessos terrenos, não é a Igreja de Cristo, seu corpo crucificado e glorioso. Por isso mesmo, é preferível “uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças”.

Por fim, o Papa Francisco nos convida a missão tendo como modela Maria, mãe da evangelização. Movida pelo Espirito, Ela disse sim e assim acolheu o Verbo com fé humilde e serviçal. Que todos nós tomemos consciência de nossa vocação missionária. O ser missionário não é somente ir para uma terra distante. Isto é uma bela e especifica vocação. Mas todos nós devemos evangelizar o lugar onde vivemos. Diante de determinados fatos dizemos que falta Deus no coração das pessoas. É verdade. Porém se falta Deus cabe a nós torna-lo conhecido.